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20.09.09

Sim, é para ti, não te espantes

Não estranhes, olha sem medo

segue o coração, nada será com antes

 

Vê, sente

cada palavra, cada gesto, cada toque

é para ti, sem restrições

sem condições

 

Vi-te, apreciei-te, que beleza especial

quando me aproximei senti

que nada em ti via o mal

 

Hoje não tenho mais medo, afinal que tenho eu a perder?

E que ganharei com tudo senão paz,? alivio talvez.

Tornaste-te um vicio, um desejo e uma vontade

não posso mudar isso, nem o quero fazer.

Se te vou conquistar?Pergunta ao tempo

Se te vou amar?Pergunta ao meu coração

A certeza de te ter invade-me,

E porque tudo exige luta, eu vou lutar

E porque tudo é vida, eu vou amar

 

Sim, é para ti

podes não gostar, podes mesmo desprezar

a missão está cumprida

passei a mensagem, dei o sinal

e se achares que sou o tal

estou aqui

cada gesto, cada pensamento é teu

é para ti

a emoção do momento, o arrepio

que o sentimento me deixa

 

Quero conhecer-te, surpreender-te

Deixa-me entrar no teu mundo

e juntos caminharemos, quem sabe até construiremos

o nosso mundo

 

é para ti:

 

 

Até Já

Bu

publicado por vidaebuba às 05:00

27.08.09

Eu podia acordar hoje e ser rei, até podia comandar um exército. Podia.

Sem saber quem sou acordo e todo o meu dia gira em volta do ser que habita em mim, até podia perguntar quem sou. Podia, mas sou rei.

A tropa avança á minha ordem, todos seguem as instruções dadas.Eu podia ir para a batalha. Não fui. Talvez pudesse sair vitorioso. Talvez.

Hoje podia amar, podia ser as letras que preenchem as páginas da tua vida. Podia, mas não me permito a isso.

Queria ter asas, queria voar para bem longe. Ir ao teu encontro, pousar em terreno sereno e deleitar-me em ti. Queria.

Podia ter tomado decisões mais correctas, optado por caminhos mais fáceis, contornado obstáculos, usufruido mais. Podia ter chorado menos, cantado mais. Podia, mas não o fiz.

Podia ter-te tido só para mim, ariscado mais. Podia ter-me declarado, podia ter enfrentado o medo, a desilusão. Eles dominaram-me. Podia, mas não consegui.

Sem saber o que o futuro me reserva vivo. Sem saber o que a vida me trará percorro caminhos incertos. Sinto que a caminhada é longa. Não posso prever.Gostava.Mas não posso.

Eu podia ter usado mais as palavras, podia ter sido mais afectuoso, menos rude e intransigente. Podia ter sido mais carinhoso, mais simpático, mais tolerante, menos bondoso. Podia.Não fui.

Podia ter vibrado mais ao som de melodias, podia ter escrito o livro da minha vida. Ouvi sons estranhos e escrevi um livro inacabado.

Podia ter-me definido, criado os contornos certos para permanecer intacto e tornar a minha existência memorável. Fiz riscos intercalados, leves e quase imperceptiveis.

Não sei se ficarei na memória dos vivos, não sei se marcarei uma época. Sei que existi. Podia mudar isso? Podia.

Eu podia mudar o mundo, acabar com as guerras, por termo á fome e eliminar a pobreza.

Eu podia criar a felicidade, distribuir riqueza, proporcionar bem estar e acabar com a morte.

Podia eliminar a tristeza, as doenças, o racismo e a maldade. Podia, mas não sou Deus.

Podia dizer adeus, viajar e desfrutar da vida esquecendo o amanhã. Podia, mas sou realista.

Podia dizer que sou rico, que sou famoso, mas isso faria de mim presunçoso.

Podia dizer que não te amo, que não te admiro e que te venero. Podia, mas isso faria de mim mentiroso.

Eu, o ser mais incompleto, a alma mais abstracta podia ser tudo. Decidi ser nada.

Podia ter tudo, decidi ter pouco. Podia ser tudo, decidi ser eu. Podia morrer hoje, decidi viver.

 

Eu podia...

 

 

Até Já

Bu

 

publicado por vidaebuba às 00:07

11.08.09

O amor e a paixão apagara-se tão rapidamente como uma vela acesa numa noite tempestuosa...pergunto-me se algum dia valeu a pena resistir a todas as dificuldades. Valeu apena? E as noites acordadas com o pensamento distante em ti?

Se tão somente pudesses voltar a iluminar o meu caminho...se tão simplesmente me pudesses fazer feliz, correria atrás do vento, apanharia bocados de nada se me jurasses voltar, porque nada me faria mais completo, nada mais me seria necessário acrescentar para ser inteiro...porque a minha inteireza sempre dependeu de ti, e eu vivo por ti – queres maior prova de amor?

Palavras ditas ao som de melodias intensas me fazem chorar, porque cada palavra dita era um golpe forte no meu coração, porque cada nota era a recordação do nada, e esse nada ainda hoje me acompanha.

Olho em volta, o vazio preenche-me, a escuridão invade os meus pensamentos, e o que eu quero é esquecer tudo, esquecer que um dia saí para uma luta cuja derrota era inevitável.

Vida nefasta, vida cruel e ingrata, que nada te oferece, porque persistes em viver no meio dela? Na selva que é a sobrevivência, na força má que é a luta pela vida.

Escuta por favor, não deixes que as minhas palavras sejam esquecidas, porque aquilo que tenho para te dizer é importante – são palavras límpidas, cuja voz tremula faz questão de pronunciar em tom menor...é o canto que encanta, e quem a canta encantou-se por ti.

Liberdade? Acção alternada entre o agir e conseguir, o querer fazer e te deixarem fazer...queres a liberdade? Traz-me o amor e dar-te-ei a experimentar essa sensação....

Foges por entre as minhas mãos, corres veloz no percurso mais longo, mais distante, mais escuro.

Perco-me em palavras, perco-me em pensamentos abstractos, perco-me em ti e em mim, fonte de inspiração.

Hoje sim, sinto o vigor da idade, a energia da vida, a senção de respirar é tão boa, e como se o dia acabasse agora, deito-me num vislumbre de pensamentos totalmente codificados. Preciso da chave – sim, a chave para puder abrir este cofre velho, sujo, corrompido pelo tempo.

Leve é o sono que me conduz para o descanso fisico, e emergido em sonhos irreais acordo repetinamente. Ali estás tu, não, não pode ser...é uma imagem perfeita. Toco, nada sinto senão o vazio, ar esse que me dá vida, que me enche de vigor e vitalidade.

Aqui percebo o quão banais são os desejos que tomo por sonhos, as coisas que quero como conquistas, nada valem, estão dispersas, soltas como as nuvens e o mar.

 

Até Já

Bu

 


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